Perder peso após a quarentena


Durante a quarentena apercebi-me que estava com uma tendência fora do normal para comer doces. Chocolates. Quando ía ao supermercado e comprava uma tablete, chegava a casa e pensava: "vou só comer um quadradinho"....mas depois comia outro....mais outro...até que comia tudo num só dia! Desconheço de onde veio esta necessidade (provavelmente um psicólogo conseguirá explicá-la), mas penso que não fui a única a ter uma vontade enorme de comer doces. Através da quantidade de bolos e doces caseiros que fui vendo nas redes sociais durante a quarentena, percebi existiam outros “devoradores”! 

As consequências dos bolos e bolinhos


Aos bolos e bolinhos junta-se a inatividade a que estivemos sujeitas devido à quarentena. Esta situação pode ter deixado as suas mazelas em algumas de nós, visíveis na balança e na roupa, que ficou mais apertada. Ainda há a “dores” não visíveis, que são a autoestima e o amor próprio a diminuirem. Passar todo o dia a pensar que se está “gorda” não é das melhores sensações do mundo.

Já passei por uma fase em que cheguei aos 60 kg!

Por esse motivo, e porque simultaneamente se está em fase de recuperação da nossa “vida” normal, quero partilhar o que fiz quando, há uns anos, a agulha da balança parou no número 60. Para mim, que sou baixa, pesar 60 Kg era demasiado. Além de ter ficado muito desalentada, o número 60 também me obrigou a tomar uma decisão: ou emagrecia ou comprava um guarda roupa novo. Preferi a primeira opção.  Na altura não recorri a um dietista porque não quis gastar dinheiro. 

Sugestões para perder peso

Deixei de fazer bolos. Costumava fazer um bolo uma vez por semana e aboli esse hábito.    
 
Deixei de comprar bolachas, chocolates e afins no supermercado. Assim garantia que não caía em tentação. 

Recomecei a beber mais água. O objetivo era beber dois litros por dia. Li na internet que ajudava se lhe juntasse uns pauzinhos de canela e hortelã. Foi o que fiz e ficava bastante saborosa, apesar do aspeto não ser o melhor!

Comecei a ter cuidado com o que comia. Iniciava o almoço com uma sopa e só depois é que passava para o prato da comida. Diminui drasticamente a ingestão de fritos. 

Inscrevi-me num ginásio, que comecei frequentar  religiosamente quatro vezes por semana, durante uma hora. Este espaço ficava na mesma rua da casa que habitava na altura. No início, para garantir que não mudava de ideias, ía diretamente do trabalho para o ginásio. Tinha receio que se fosse a minha casa só para vestir a roupa desportiva poderia acabar sentada no sofá, adiando o ginásio. Aos domingos de manhã fazia caminhadas de cerca de 10km (nessa altura ainda não corria).

Para enganar o desejo de comer doces, cozia maçã raineta (se quiser obter um puré basta “passar” a maçã cozida na varinha mágica), juntava-lhe um pouco de canela em pó. Comia livremente e sem peso na consciência.  

Comecei a comer cereais de aveia integral ao pequeno almoço porque os cereais matinais que ingeria continham muito açucar. 

A diminuição do peso é um processo lento...

Apesar de todas estas alterações, a recuperação foi demorada. Nos primeiros meses a evolução era pequena, contudo sentia a roupa menos apertada. Pensava frequentemente no esforço que fazia versus a diminuição de volume corporal e sentia-me desanimada. Tudo estava a demorar muito tempo! Lentamente o peso foi diminuindo.

Em suma, o Verão está aí, mas lembre-se que necessitará de ter muita paciência. Baseado na minha experiência, tudo demora o seu tempo e perder peso ganho nos últimos meses não se consegue de uma semana para a outra. No que toca a emagrecer, não há milagres! Partilho o post que escrevi há um ano sobre como poderemos iniciar o exercício físico. Espero que ajude e a inspire!

 

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