A amizade



As amizades passam a ter um papel importantíssimo no nosso dia-a-dia porque vão ser estas pessoas que, além da nossa família direta, nos vão dar apoio e fazer companhia. Que nos mandam mensagens no dia seguinte de manhã a questionar se já estamos mais animadas. Que nos mandam beijinhos, por vezes corações (pode parecer lamechas e lugar comum mas é muito agradável recebê-los), que nos ouvem e nos dão “colo” quando precisamos.  

Por vezes podemos conversar de manhã, a caminho dos respetivos empregos, partilhamos as nossas pequenas dores, dúvidas, angustias e também alegrias, pequenos sucessos (consegui terminar a apresentação a tempo e horas…ufa, foi uma corrida contra relógio….cheguei ontem a casa à meia noite porque o voo atrasou-se, hoje estou de rastos….a minha filha faz anos, estou muito orgulhosa…zanguei-me com o Manuel, estou furiosa com ele…comprei umas calças novas…agora compro tudo on line porque já não tenho paciência para lojas). Contamos e partilhamos histórias e experiências. Ouvimos, rimos, acarinhamos e somos acarinhadas. 

Outras vezes vamos escrevinhando umas coisas umas às outras durante o dia: que estamos cansadas, que estamos bem-dispostas, que o café se despejou na secretária e agora tudo cheira a café, que está a chover há dias seguidos e já ninguém tem paciência para tanta chuva. É o sinal que não só que a companhia está lá, mas principalmente a amizade. 

Este tipo de relação demora anos a construir-se. As pedssoas têm que ir demonstrando através de atitudes, conversas e partilhas que há empatia, confiança, respeito e apoio mutuo. Que estão lá para o que der e vier, são a nossa família.

As amizades também precisam de ser regadas, tal como as flores. Acho que neste aspeto pontualmente peco porque me esqueço de abraçar e acarinhar mais no meio da correria, perguntar frequentemente se está tudo bem, como correu o dia e estar mais atenta aos sinais não verbais.  

Em jeito de conclusão, fica um conselho para todas nós (eu incluída): pela importância que os Amigos genuínos têm na nossa vida, relembrar que devemos abraçar, acarinhar, dar apoio e telefonar a caminho de casa ao fim do dia para aqueles que não são dados às modernices dos chats.  Porque também chegará a nossa vez de precisarmos de um bom ombro para nos dar jantar naqueles dias mais maus, ouvir e dar apoio.

Comentários

  1. Ola Natalia.
    As amizades sao uma coisa estranha. No meu caso descobri que muitas das "amizdes" que eu julgava ter, desapareceram no dia do meu divorcio. Pessoas que frequentavam amiude a minha casa e eua delas, partilhavam o meu tempo livre com numerosas actividades e boa parte dos meus dias de ferias, simplesmente "desapareceram" de um dia para o outro.

    Estas ditas "amizades" fizeram-me questionar a minha relacao com as pessoas, e sobretudo "o que e que eu fiz de errado para merecer isto?". Passados varios anos e agora olhando para tras, vejo que nao fiz nada de errado. Apenas perdi tempo com pessoas que nao mereciam o meu carinho e a minha amizade.

    Detectar este tipo de pessoas e muito importante para o nosso bem estar emocional. "Mais vale estar so do que mal acompanhado" como diz o ditado, pois com o tempo que nao perdemos com pessoas que nao merecem, podemos fazer coisas que gostamos e nos deixam felizes, que a Natalia e muito bem, deixa algumas dicas no blog. Que tal fazer um passeio a beira mar, fazer alguma ginastica ou ler um bom livro???

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