Tenho
um filho adulto, já estou naquela fase em que não preciso de o mandar para o
banho nem explicar porque é que é importante lavar cuidadosamente os dentes à
noite.
Atualmente
já não temos uma relação típica de mãe-filho, somos amigos e comparsas. Indo
mais longe, considero que somos companheiros de viagem. Partilhamos o nosso
dia-a-dia à noite (sim, ainda mantemos o hábito de jantar juntos e conversar),
e curiosamente temos interesses em comum, com alguma frequência lemos os mesmos
livros, corremos juntos e temos a paixão de viajar.
Aprendi que as viagens que
fazemos com os filhos perpetuam-se nas respetivas memórias e há momentos que
nenhum de nós se esquecerá. Eu, e neste caso concreto sou mais eu do que ele,
partilho os meus segredos e peço-lhe conselhos, gosto de saber qual é a visão
que ele tem do mundo que nos rodeia porque é outra geração. Aprendo com ele.
Quando
passamos alguns dias sem nos vermos e nos reencontramos temos sempre novidades
ou acontecimentos para contar, para mim este momento da partilha é
tranquilizante, diria até aconchegante.
Através
do meu filho percebi que todos eles vão crescendo e vão-se desenvolvendo, mas
vão-se mantendo connosco, apesar da nossa relação ir naturalmente ganhando
novos contornos. Hoje posso dizer que ter um GRANDE amigo por perto é do
mais gratificante que há.
O
meu conselho ou a minha visão: apesar de sermos todos diferentes cultive com os
seus filhos uma relação baseada na comunicação, partilha, apoio e confiança
porque daqui a uns anos colherá os frutos do seu “trabalho”.
Foto:
https://www.pedrovillafoto.com

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