Há
uns meses atrás resolvi experimentar um restaurante que ficava num hotel com
história. O objetivo era poder igualmente visitar o monumento (sim, o hotel ficava
num edifício lindíssimo e cheio de acontecimentos já passados), e experienciar
lá uma refeição. Liguei para fazer a reserva:
Eu:
boa tarde, quero reservar um jantar para hoje às 21h
Recepcionista:
com certeza, em que nome e quantas pessoas?
Eu: Natália
Dias, uma pessoa
Recepcionista:
Uma pessoa…pode dizer-me o contacto?
Eu: É o 9xxxxxx
Recepcionista:
Portanto uma pessoa!?
Eu: Sim, uma
pessoa…
Quando
desliguei ri-me da incredulidade do funcionário que estava do outro lado,
senti-a durante toda a conversa por ser só uma pessoa a ir lá jantar.
E viver
sozinha é isto mesmo: experienciamos e vivenciamos umas vezes sozinhas e outras
acompanhadas. Mas em casa não ficamos.
E devo dizer
que o jantar foi muito agradável por dois motivos, por um lado o espaço estava
“por minha conta”, era a única pessoa a degustar uma refeição aquela hora. Por
outro, a sala estava repleta de livros daqueles em que farmácia ainda se
escrevia “pharmacia”, deliciei-me a ler ao acaso páginas dalguns deles.

Comentários
Enviar um comentário