Organização das finanças pessoais


Tudo carece de organização! 

Além das prateleiras da despensa, das da roupa e pratos, temos que principalmente organizar as nossas finanças pessoais ou ordenado. Desta forma, evitamos grandes preocupações ao longo do mês. Em paralelo asseguramos a nossa qualidade de vida porque conseguimos dormir calmamente todas as noites e evitar os pesadelos de falta de dinheiro. 

Anteriormente redigi um post acerca da gestão de um só ordenado. Agora chegou o momento de lhe deixar algumas dicas acerca de organização das finanças pessoais:

  • Tente viver de acordo com o seu ordenado ou rendimentos e evite manter despesas que representam um custo desnecessário. Caso os seus rendimentos sejam baixos, inicie a organização prescindindo do que não é essencial, como por exemplo a televisão por cabo ou o ginásio.    
  • Tenha uma conta bancária e várias contas poupança para distribuir o dinheiro proveniente do seu ordenado. Caso não saiba como se faz, desloque-se ao seu banco e peça lá ajuda e esclarecimentos.
  • Cada uma destas contas terá um objetivo: conta poupança para as férias, conta poupança para as despesas anuais ou conta poupança para a reforma (lembre-se que não se deve confiar só na Segurança Social para nos sustentar quando chegarmos à reforma)
  • No final do mês planeie o mês seguinte: aponte num ficheiro excel ou numa folha de papel quais são as despesas que prevê, bem como o valor correspondente a cada parcela (supermercado, água, luz, gaz, renda da casa, condomínio, saídas, almoços fora, cabeleireiro...) e distribua os valores pelas várias contas poupança, de acordo com as suas necessidades.
  • Some todas as despesas anuais para evitar o desgaste pessoal causado pelas despesas extra que vão surgindo ao longo do ano (seguros do carro e da casa, livros e material escolar, IMI, despesas não planeadas de saúde...), divida o valor total por 12 meses e coloque mensalmente essa quantia de parte na conta poupança das despesas anuais. Desta forma está a assegurar que as despesas extra são sempre pagas  e não tem pesadelos a pensar onde irá “desenterrar” o dinheiro que não tem. Para facilitar esta tarefa pode também alocar uma parte dos subsidios de Natal e de férias a estas despesas.
  • Se ao longo do mês tiver dificuldade em manter o planeamento que desenhou inicialmente, vá registando tudo o que está a gastar para saber quais são os items onde está a ultrapassar o orçamento inicial. Para esta opção é necessária paciência, mas para controlar tudo é aconselhável que o faça
  • Vá consultando o seu extrato bancário para verificar quanto dinheiro lhe resta, evitando eventuais surpresas, daquelas que são profundamente desagradáveis.
  • Se estiver perto do final do mês e se o dinheiro não fôr suficiente para todas as despesas planeadas, controle os custos: corte nos cafés na rua, leve marmita e antes de ir ao supermercado faça previamente uma lista que terá só e unicamente os alimentos que necessita. Nesta fase aposte nos alimentos em promoção e ignore o seu paladar.
  • Evite gastos através de cartões de crédito. Mais cedo ou mais tarde terá que pagar estas despesas e ainda lhe vão cobrar juros. Ficar-lhe-á mais caro!   

Por fim, pesquisei alguns sites acerca deste assunto. Descobri um um blog brasileiro denominado Fortuna Sim.  O Instituto de Coaching Financeiro também tem um artigo acerca da organização das finanças pessoais. Para apresentar também uma opinião portuguesa acerca deste tema, o site português Ekonomista redigiu um artigo com o título “Como organizar despesas mensais: 5 passos essenciais”.  Sugiro que os consulte e que aumente os seus conhecimentos práticos sobre a organização de finanças pessoais.

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